5 Mitos Sobre Ideologia de Gênero

Os Mitos da Ideologia de Gênero e um papo sobre sexualidade.

A IDEOLOGIA DE GÊNERO quer transformar meninos em meninas e vice e versa? Quer destruir a família tradicional brasileira? Quer ensinar o homossexualismo (sic) nas escolas? Ameaça a soberania dos pais na escolha da melhor hora de educar e falar sobre sexo com os seus filhos? Quer abolir as leis biológicas ao dizer que as crianças não nascem meninos ou meninas?

Gravei um vídeo informal, com esses 5 mitos para te convidar a refletir, de uma forma orgânica sobre esses temas, que não é preciso ser debatido ou refletido só por PHDs e tal, pode ser pensado e debatido por qualquer um da população e é justamente esse a mágica do debate da PME que esta ocorrendo em todo o país.

VI MARCHA CONTRA A LGBTFOBIA

17demaio

Hoje, terça, dia 17 de maio, Niterói FERVEU com uma playlist que montei especialmente para o ato!!!

LGBTs em todo o Brasil estarão nas ruas para mais uma agenda de lutas. Dia 17 é o dia mundial de luta contra a violência de ódio que atinge diariamente pessoas transexuais e transgêneros, gays, lésbicas e bissexuais. No Brasil, por 5 anos a data tem marcado o país com cores da diversidade e manifestações inesquecíveis. Em 2016, em pleno fervo pela democracia no Brasil, LGBTs prometem fazer história.

Aqui em Niterói, estamos defendendo a aprovação do Plano Municipal de Educação da forma como aprovado pela conferência. Queremos uma educação laica, que enfrente os preconceitos, que auxilie no fim do machismo, do racismo, da LGBTfobia e de todas as formas de opressão. Uma educação que aceite e respeite todas e todos, que valorize os(as) trabalhadores(as) e, a partir disso, construa a cidadania plena de nossas crianças e jovens. Só assim teremos uma Niterói de todas e todos e nossa cidade cada vez um lugar melhor para se viver.

Qual a origem do Estado Islâmico (ISIS)?

isis

ISIS é a sigla em inglês para “Estado Islâmico no Iraque e na Síria”, também conhecido como “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”, ou, hoje em dia, apenas como “Estado Islâmico” (EI).

Embora muitos se refiram ao EI como um grupo terrorista, essa é uma categorização simplista para explicar o que ele representa. Chuck Hagel, que foi secretário de Defesa dos Estados Unidos até pouco tempo atrás, disse que o EI era um projeto de Estado com armas sofisticadas, uma ideologia totalitária e recursos abundantes obtidos por meio de financiamento externo.

O grupo começou como mais um dos vários que se opunham ao regime de Bashar al-Assad na Síria, mas hoje afirma ser a autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo e tenta impor uma versão ultraconservadora do Islã a diversos países.

E como uma organização como essa, conhecida por ser uma dissidência da Al-Qaeda, a qual acusou de não ser suficientemente radical, surgiu e se tornou tão forte tão de repente? Afinal, poucos de nós haviam ouvido a sigla “ISIS” antes de um ou dois anos atrás.

O site americano Cracked conversou com várias pessoas que estiveram no Iraque e chegou à conclusão de que, se os EUA não for o pai do ISIS, é pelo menos algum tipo de tio.

Assista ao vídeo:

COMO MATAR E SAIR IMPUNE

HOW TO GET AWAY WITH MURDER - "We're Not Friends" - Annalise takes on a tough case defending a minor who fatally shoots his police officer father. Meanwhile, Annalise and Sam continue to argue over his relationship with Lila, and Wes and Rebecca begin to question Annalise's motives. In flash-forwards, we learn more about Laurel's relationship with Frank and why he was calling her the night of Sam's death, on "How to Get Away with Murder," THURSDAY OCTOBER 23 (10:00-11:00 p.m., ET) on the ABC Television Network. (ABC/Mitchell Haaseth) VIOLA DAVIS
HOW TO GET AWAY WITH MURDER – Annalise -VIOLA DAVIS

“Porque o seu pénis está no celular de uma menina morta?”

Produzida pela norte-americana Shonda Rhimes, uma negra poderosa que até agora chegou onde nenhuma outra mulher conseguiu na TV americana, “How To Get Away With Murder” é uma das séries que tem me viciado dede sua estreia em 2014.

Pra quem não conhece, a série é um arrebatador thriller de suspense sobre um grupo de ambiciosos estudantes de Direito e sua brilhante e misteriosa professora de defesa criminal, Annalise DeWitt, interpretada por ninguém menos do que Viola Davis, que acabou de ganhar o Emmy 2015 como melhor atriz de série dramática pelo personagem que interpreta.

Se você não viu a primeira temporada e não gosta de spoiler é bom parar por aqui. Mas a verdade é que não vou revelar nada que de fato estrague a experiência deliciosa de ver Shonda e Viola em ação. Pelo contrário, quero instigar e falar um pouco da série , principalmente comentando uma das cenas mais impactantes e simbólicas da última temporada e que, na minha visão, diz muito sobre a nossa sociedade.

Na série, Annalise DeWitt conduz suas aulas e atuação em casos criminais de uma forma alucinante. Do seu quarto pra fora, Annalise vive camuflada sobre um salto alto, maquiagem, uma peruca impecável com cabelos liso esvoaçantes e sempre vestindo uma roupa executiva da mais alta grife. Ela consegue ser sexy, bem longe de qualquer vulgaridade e impor poder, não só pela sua inteligência e expertise impar, mas também porque ela diariamente antes de sair de casa se impõe um rigoroso ritual de transformação, como se tivesse se armando para uma guerra invisível, um sofisticado jogo de conquistas e poder. É com essa armadura montada diariamente que ela enfrenta e domina o mundo a sua volta.

VAMOS COMEÇAR A CAVAR

Na trama, Annalise é casada com Sam (Tom Verica) um famoso professor de psicologia, um homem branco com toda pinta de galã, mas também mantém um relacionamento fora do casamento com o investigador Nate (Billy Brown), um atlético negro tão bonito – e pra mim, muito mais – do que Sam.

No quarto episódio da primeira temporada (Let’s Get to Scooping), o que ninguém imagina acontece. A foto de Sam, marido de Annalise é encontrada no celular de Lila, a principal vítima assassinada que faz girar a primeira temporada inteira. Como o marido irá explicar isso? Aliás, a pergunta certa é, como uma mulher e profissional tão grandiosa como Annalise vai lidar com essa situação. Além de engolir que não é só ela que tem segredinhos, vai ter que lidar com a suposta traição do marido justamente com uma fedelha universitária, e pior, aquele cara que dorme ao seu lado e olha em seus olhos diariamente, seria um frio assassino estuprador?

Em pouco mais de um minuto e meio assistimos a essas respostas hipnotizados com a atuação de Viola Davis, em uma das cenas mais expressiva dos últimos tempos das séries de sucesso da Tv Americana. No fim de um episódio eletrizante e um dia exaustivo para Annalise, ela se retira para o interior do seu quarto, se acomoda sentando-se diante da cômoda e se observa no espelho toda montada, firme como uma fortaleza. Pouco a pouco, ela vai se desmontando literalmente. Vão se as jóias, a delicada peruca e seu reflexo no espelho já é outro. Ela então se toca, se acaricia como se sentisse saudades daquela sua imagem e como que tomada por um novo fôlego, volta a retirar seus cílios, a maquiagem pesada em torno dos seus olhos e se livra de toda camada que bloqueia sua pele.

O cuidado da câmera fechada, focada em seu rosto, ainda nos polpa da visão mais ampla da transformação, ao mesmo tempo em que nos joga pra reviver memórias de personagens negras do tempo da escravidão, nos lembrando o quanto escroto pode ser a vida real. Despida do que a sociedade espera que Annalise se pareça, e esse é um jogo que ela já aprendeu faz tempo, Sam, o marido igualmente vitorioso, comenta bem-humorado sobre o seu dia enquanto o público vê Annalise refletida no espelho, dessa vez, como uma mulher comum, despida diante de uma de suas batalhas mais nauseante, porém, mais forte do que nunca.

viola

Viola Davis é magnifica. Com Shonda Rhimes que sabe como poucas da TV Americana a criar protagonistas mulheres bem-sucedidas, articuladas com relações inter-raciais e personagens LGBTs sem estereótipos, não poderia resultar em nada menos do que imperdível. Por isso, fica aqui a minha dica de sexta pra você curtir em casa. E anota aí. Toda primeira sexta do mês vou aparecer por aqui comentando algo de bacana das séries ou filmes que estão conquistando público e crítica por onde passam.

Ah… a 2ª temporada de “How To Get Away With Murder” estreou no último dia 24 de setembro. Vale acompanhar. Detalhe, o primeiro episódio já começa incendiando tudo.

Por Roosevelt Soares.

A classe média por Kléber Mendonça Filho

Eu acho essa sequencia do filme “O Som ao Redor” de Kléber Mendonça Filho uma das mais maravilhosas dos últimos tempos no cinema brasileiro. Nessa reunião de condomínio, o cineasta consegue fazer uma crítica social não só a classe média conservadora, mas a toda sociedade brasileira.


“Na narrativa, acompanhamos uma reunião de condomínio do prédio de João e o problema a ser debatido é a demissão do porteiro do prédio que há treze anos presta serviços lá. Uma das moradoras reclama que sua revista Veja vem sendo entregue fora do saquinho plástico; o filho de um dos que está na reunião apresenta em seu computador um pequeno vídeo caseiro na qual se pode ver o porteiro dormindo em serviço. Os condôminos discutem se o porteiro deve ser demitido ou não por justa causa; a maioria parece querer se ver livre do velho homem, desde que isso não lhe custe muito. João parece ser o único a levar em consideração os longos anos de dedicação do porteiro e se posiciona contra a demissão. Entretanto, ele não espera até o fim da discussão, retirando-se antes da votação. Sua opinião é rechaçada e deslegitimada pelos outros condôminos que permanecerão até o fim da reunião e que o apontam, não sem certa razão, como um morador ausente e pouco implicado nas questões que atravessam a vida cotidiana daquele lugar. Além das relações assimétricas entre patrões e empregados, a cena coloca em questão as imagens de vigilância que servem para trazer segurança, mas também para controlar os passos dos que habitam os condomínios, como o porteiro.

Nessa situação, nos deparamos com os valores individualistas que permeiam o imaginário de uma classe média bastante conservadora, que sobrepõe o seu interesse pessoal ao bem-estar do outro, demonstrando que apenas seus próprios pontos de vista merecem consideração, já que são eles quem detêm o capital – afinal são os patrões, os proprietários, os que podem tomar parte da vida comum do condomínio (cabendo ao porteiro apenas obedecer ordens, embora ele próprio não se submeta unicamente ao papel que lhe querem impor, valendo-se da mesma câmera que o vigia para vigiar os que têm poder simbólico).”

REBECA – revista brasileira de estudos de cinema e audiovisual | janeiro-junho 2013. Trecho de “Medo e experiência urbana: breve análise do filme O som ao redor”.

Por Cristiane da Silveira Lima Medo – Doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da UFMG. É integrante do Grupo de Pesquisa Poéticas da Experiência e bolsista CAPES. E Milene Migliano – Doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFBA e membro da Associação Filmes de Quintal.