Solteiros caminhantes

Se me perguntam, digo que estou casado e saio pela esquerda, bem de fininho, rindo baixinho enquanto pego outra taça de champanhe que passa por mim e desapareço em meio a multidão. Não que eu goste de mentir, mas porque preciso desses momentos onde andarilho sozinho com meus versos, ideias, projetos e mentirinhas etílicas aqui e acolá. Um dia talvez reencontre aquele fogo do amor, pois o da paixão eu já tenho todos os dias ao meu lado. Aliás, por todos os lados. A cidade é linda não é. Em cada esquina uma paixão, como diria meu amigo amado. Mas na cama, é solidão-entretida, horas de viagens internas por pensamentos que precisam ser mastigados e digeridos. Com licença, estou em mutação – me conforto mentalmente. Não que eu goste ou desgoste. Não é sobre isso. É sobre finalmente estar bem e saber que vive exatamente o caminho que deveria estar e bem antes do encontro Dele. O próximo, a fila anda – diria uma outra amiga mais malandra. Por que a vida é assim. Um momento nos leva a outro e num piscar de olhos, tudo acontece de novo. Um salve aos casais. E um salve especial aos solteiros caminhantes.

Por Roosevelt Soares.

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